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Aniversário, Renascimento e um Novo Ciclo

  Aniversário, Renascimento e um Novo Ciclo                                                                            “Meu aniversário, meu tempo de despertar!” Nasci em 30 de agosto de 1976 e, neste ano de 2026, completo exatamente 50 anos de vida, de muito aprendizado e crescimento espiritual.                                                             Sou virginiana, com ascendente em Peixes. Essa idade marca, para mim, uma fase de redescoberta e renascimento, na qual retorno à minha verdadeira essência, muitas vezes ignorada ao longo da vida. Às vezes penso que esse despertar e essa volta à minha essência poderiam ter acontecido antes — ou tal...

Frederic Bartlett: memória, comportamento humano e o poder de ressignificar nossas experiência

 


                                                                 

                                                                          Olá, pessoal!

Hoje vou fazer uma resenha e compartilhar algumas das minhas considerações sobre o e-book Pioneers of Human Behaviour: Frederic Bartlett: A Gateway to His Life, Theories, and Legacy, de Josh Graham.

   A leitura desse livro me levou não apenas a conhecer melhor a trajetória e as ideias de Frederic Bartlett, mas também a refletir sobre a memória, o comportamento humano, nossas experiências e a maneira como interpretamos aquilo que vivemos.


                               Sobre Frederic Bartlett

Frederic Charles Bartlett nasceu em 20 de outubro de 1886, em Gloucestershire, na Inglaterra. 

Foi um psicólogo britânico e tornou-se, em 1931, o primeiro professor de Psicologia Experimental da Universidade de Cambridge.

Sua trajetória intelectual não começou diretamente na Psicologia. Bartlett teve contato com áreas como Filosofia, Ética, Sociologia e Antropologia, conhecimentos que contribuíram para sua maneira de compreender o comportamento humano.

Durante a infância e a juventude, enfrentou problemas de saúde, incluindo um episódio de pleurisia, e parte de sua educação foi realizada em casa. 

Essa circunstância, porém, não impediu seu desenvolvimento intelectual.

Ao contrário, sua trajetória demonstra a importância da leitura, da curiosidade, da autodisciplina e da independência de pensamento.

Bartlett também tinha interesse por esportes e pelo desempenho humano.

Para ele, o comportamento não poderia ser compreendido completamente de maneira isolada, pois as pessoas estão inseridas em ambientes, relações e situações que influenciam suas ações.

Essa maneira de pensar acompanharia seu trabalho ao longo da vida.


                                Bartlett e a memória

Uma das contribuições mais importantes de Bartlett foi sua maneira de compreender a memória.

Em seu livro Remembering, publicado em 1932, ele apresentou estudos que ajudaram a mostrar que lembrar não significa simplesmente recuperar uma cópia exata de algo que aconteceu.


                                        A memória é um processo construtivo.

Quando lembramos de alguma coisa, reconstruímos essa experiência a partir daquilo que já conhecemos, das nossas expectativas, experiências anteriores e do contexto em que estamos inseridos.

A mente humana, portanto, não funciona simplesmente como um depósito de informações.

Ela organiza, interpreta e reconstrói.

Alguns detalhes podem permanecer bastante precisos. Outros podem ser esquecidos, reorganizados ou interpretados de maneira diferente.

Bartlett demonstrou isso de maneira bastante conhecida em seus estudos com a história The War of the Ghosts

Ao contar novamente uma narrativa que continha elementos pouco familiares, os participantes frequentemente modificavam determinados aspectos para torná-los mais compreensíveis dentro de seus próprios referenciais.

Essa ideia me chamou muito a atenção.

Afinal, quantas vezes contamos uma história que aconteceu conosco e, anos depois, percebemos que a maneira como a lembramos já não é exatamente igual à maneira como a vivenciamos?


                            O conceito de esquema

Um dos conceitos mais importantes associados a Bartlett é o de esquema.

De maneira simplificada, podemos compreender o esquema como uma organização ativa de experiências anteriores que participa da maneira como percebemos, compreendemos, agimos e lembramos.

Se uma história contém elementos familiares, provavelmente será mais fácil compreendê-la e lembrá-la.

Quando alguma coisa não se encaixa em nossas experiências ou expectativas, podemos reinterpretá-la de acordo com aquilo que já conhecemos.

Por isso, o esquema não deve ser entendido simplesmente como um arquivo de informações guardado na mente.

É algo mais dinâmico, relacionado à nossa maneira de interagir com o mundo.

Cada pessoa possui experiências diferentes, conhecimentos diferentes, expectativas diferentes e uma história própria. 

Por isso, duas pessoas podem vivenciar uma situação semelhante e, posteriormente, lembrar-se dela de maneiras diferentes.

O passado não chega até nós de maneira completamente neutra.

Ele pode ser reorganizado quando o lembramos.

Pensemos, por exemplo, em uma família contando novamente um acontecimento ocorrido muitos anos atrás. 

Com o passar do tempo, alguns detalhes podem ser esquecidos, outros podem ganhar novos significados e alguns acontecimentos podem ser enfatizados ou suavizados.

Isso não significa necessariamente que exista uma intenção consciente de alterar a história. 

A própria natureza reconstrutiva da memória pode contribuir para essas transformações.


              Memória, aprendizagem e comunicação

Essa ideia de Bartlett também me fez pensar sobre a aprendizagem.

A aprendizagem não acontece simplesmente porque uma informação foi transmitida para alguém. 

Para que ela seja realmente compreendida, precisamos relacioná-la com aquilo que já conhecemos.

Por isso, acredito que professores não sejam apenas transmissores de informações.

Um professor também ajuda o aluno a reorganizar conhecimentos anteriores e estabelecer novas relações entre aquilo que já conhece e aquilo que está aprendendo.

As experiências anteriores, a linguagem, a cultura e os conhecimentos já adquiridos podem facilitar a compreensão de novos conteúdos.

Essa perspectiva também pode ser útil para professores, treinadores, escritores, comunicadores e para qualquer pessoa que utilize a comunicação como uma ferramenta de trabalho.


                   Bartlett e o comportamento humano

Bartlett não estava interessado somente em descobrir como as pessoas lembravam do passado.

Seu trabalho também envolvia questões relacionadas à percepção, ao pensamento, à habilidade, à cultura, à propaganda, ao trabalho, ao cansaço e ao desempenho humano.

Ele procurava compreender como as pessoas pensam, agem, aprendem, se adaptam e enfrentam situações do mundo real.

Isso demonstra uma característica que considero muito interessante em Bartlett: ele valorizava o método experimental, mas não queria separar a Psicologia da vida cotidiana.

Sua trajetória mostra uma tentativa de compreender o ser humano dentro de situações concretas, levando em consideração a experiência, a cultura e o ambiente.


                    Memória, imaginação e identidade

A leitura também me fez refletir sobre a relação entre memória e identidade.

Uma história pessoal nunca é simplesmente armazenada na mente como um arquivo que permanece exatamente igual para sempre.

À medida que vivemos novas experiências, podemos atribuir novos significados às experiências anteriores.

Uma dor que foi muito intensa no passado pode, com o passar do tempo, tornar-se uma lembrança menos dolorosa.

A saudade pode mudar.

Um conflito antigo pode deixar de provocar o mesmo sentimento.

Uma experiência difícil pode passar a ser vista também como uma oportunidade de aprendizado.

Para mim, entretanto, existe uma diferença importante: o fato marcante continua sendo uma lembrança. O que pode mudar é a sensação que temos diante dele.

O tempo pode amenizar a dor, suavizar a lembrança e criar uma distância entre nós e aquilo que vivemos.

Continuamos sabendo o que aconteceu, continuamos lembrando, mas aquela experiência pode deixar de ocupar o mesmo espaço dentro de nós.

E foi justamente nesse ponto que comecei a relacionar as ideias de Bartlett com algumas experiências da minha própria vida.

Recontar é reviver

Na minha opinião, alguns acontecimentos são inesquecíveis.

Tanto os momentos felizes quanto aqueles que nos causaram sofrimento podem permanecer em nossa memória por muitos anos.

Algumas experiências deixam marcas tão profundas que podemos carregá-las durante toda a vida.

O tempo, muitas vezes, consegue amenizar a dor, mas não necessariamente apaga a lembrança.

A experiência permanece, e junto dela pode permanecer também a lição e o aprendizado.

Foi pensando nisso que cheguei a uma frase que resume muito do que senti:

Recontar é reviver.

Essa é uma percepção pessoal minha, baseada naquilo que vivi.

Quando contamos repetidamente uma história dolorosa, podemos acabar retornando emocionalmente àquele acontecimento. 

Cada vez que contamos, precisamos organizar novamente os fatos, lembrar dos detalhes e colocar em palavras aquilo que aconteceu.

Em determinado momento, encontrei uma maneira pessoal de lidar com isso: gravei um vídeo contando um fato marcante e frustrante que havia acontecido comigo.

Colocar aquela experiência em palavras, diante de uma câmera, teve para mim um significado diferente.

Foi como tirar de dentro de mim algo que estava pesado e deixar aquela história registrada, sem precisar continuar contando-a repetidamente para outras pessoas.

Depois de gravar, senti que havia colocado para fora aquilo que precisava ser dito.

O acontecimento não desapareceu.

A memória também não desapareceu.

Mas a relação que passei a ter com aquela lembrança mudou.

Foi como dizer:

“Isso aconteceu. Eu vivi. Aprendi. E agora posso seguir em frente.”


                         Quando encontrei a escrita

Quero acrescentar aqui outra experiência muito pessoal, porque ela também se relaciona com a minha reflexão sobre memória, lembrança e a maneira como lidamos com aquilo que vivemos.

Eu confesso que já fiz muita terapia.

E, por incrível que pareça, em algumas experiências eu saía das sessões me sentindo pior do que quando havia entrado.

Saía com a cabeça pesada, emocionalmente cansada e com a sensação de que havia mexido novamente em coisas que ainda me incomodavam.

Principalmente quando o assunto envolvia acontecimentos que me irritavam ou que haviam sido muito dolorosos para mim, eu sentia que precisava voltar àqueles fatos, contá-los novamente, explicar os detalhes e reviver, através das palavras, aquilo que havia acontecido.

Foi então que percebi algo que passou a fazer muito sentido para mim:

Recontar é reviver.

Isso não significa que toda terapia funcione dessa maneira ou que falar sobre experiências difíceis seja necessariamente prejudicial.

Mas, para mim, naquele momento da minha vida, continuar contando determinadas histórias repetidamente não estava me fazendo bem.

Por isso, decidi interromper as terapias que estava fazendo e procurar outro caminho.

Passei a estudar psicanálise, a estudar a mente e o comportamento humano e, principalmente, a observar a mim mesma.

Quanto mais eu estudava, mais vontade tinha de compreender aquilo que acontecia dentro de mim.

E foi nesse processo que encontrei algo que se tornou muito importante para mim:

a escrita.

Na escrita encontrei uma forma de expressão que me permitia colocar para fora aquilo que eu sentia sem precisar necessariamente contar a mesma história várias vezes para alguém.

Eu podia escrever.

Podia organizar meus pensamentos.

Podia colocar sentimentos em palavras.

Podia olhar para determinado acontecimento de outra perspectiva.

E, principalmente, podia terminar de contar aquela história quando sentisse que havia dito tudo o que precisava dizer.

Foi assim que a escrita se tornou, para mim, uma forma de expressão e de elaboração.

Não digo isso como uma receita para outras pessoas, mas como uma experiência que funcionou comigo.

A escrita me ajudou e me ajuda a transformar aquilo que um dia foi apenas dor em reflexão.


              Como nasceu a escrita e o propósito do blog

Quando comecei a estudar psicanálise, a mente e o comportamento humano, aconteceu algo que eu não esperava.

Senti uma necessidade muito grande de escrever tudo aquilo que estava aprendendo.

Eu queria registrar meus estudos, organizar meus pensamentos e colocar em palavras aquilo que estava descobrindo.

Quanto mais eu estudava, mais assuntos surgiam e mais vontade eu tinha de escrever.

Em determinado momento, percebi que não queria guardar esse aprendizado somente para mim.

Comecei a ter vontade de compartilhar aquilo que estava aprendendo, não apenas como uma forma de registrar meus estudos, mas também com o desejo de que pudesse ajudar outras pessoas que tivessem interesse nesses assuntos ou que estivessem passando por questionamentos semelhantes.

Foi assim que surgiu o blog.

Hoje, o blog faz parte da minha rotina, dos meus estudos e do meu trabalho. 

E, com ele, o estudo também é contínuo: minhas leituras, minhas pesquisas, minhas reflexões e tudo aquilo que vou aprendendo encontram na escrita uma forma de organização e expressão.

O blog se tornou uma ponte entre os meus pensamentos, os meus estudos e a minha expressão.

Aquilo que antes ficava apenas dentro de mim encontra, através das palavras, um caminho para chegar a outras pessoas.

Eu estudo, leio, reflito, escrevo e compartilho.

E, nesse processo, percebo que escrever não é apenas uma maneira de transmitir conhecimento.

É também uma maneira de me expressar, organizar meus pensamentos e compreender melhor aquilo que estou vivendo e aprendendo.

O conhecimento que chega até mim encontra na escrita uma forma de sair de mim e chegar a outras pessoas.

E talvez seja justamente essa uma das coisas mais bonitas da escrita: aquilo que começa como uma experiência individual pode encontrar significado para outra pessoa.

Um pensamento pode despertar outro pensamento.

Uma experiência pode provocar uma reflexão.

Uma palavra pode ajudar alguém a compreender algo que ainda não conseguia explicar.

Por isso, hoje vejo o blog não apenas como um espaço para publicar textos.

Vejo-o como uma ponte.

Uma ponte entre aquilo que estudo e aquilo que penso.

Entre aquilo que sinto e aquilo que consigo expressar.

Entre a minha experiência e a experiência de quem lê.

E, principalmente, uma ponte entre o conhecimento que estou construindo e as pessoas que também têm curiosidade, dúvidas e interesse em compreender melhor a mente e o comportamento humano.

A escrita nasceu de uma necessidade pessoal de expressão, mas hoje ela também representa uma vontade contínua de compartilhar, aprender e, de alguma maneira, ajudar.


                             A escrita como expressão

E foi a partir dessa experiência pessoal que comecei a perceber algo que pode ser comum a muitos de nós.

Quando escrevemos, colocamos para fora aquilo que muitas vezes não conseguimos expressar falando.

A escrita pode nos ajudar a organizar pensamentos confusos, dar nome aos sentimentos e encontrar palavras para aquilo que parecia impossível de explicar.

Quando escrevemos, podemos nos expressar com mais liberdade.

Não precisamos interromper nosso pensamento.

Não precisamos encontrar imediatamente a palavra certa.

Podemos escrever, apagar, reescrever, refletir e olhar novamente para aquilo que colocamos no papel.

Às vezes, só o fato de transformar um sentimento em palavras já nos permite enxergá-lo de outra maneira.

Podemos escrever sobre uma dor, uma frustração, uma saudade, uma decepção ou uma experiência feliz.

Podemos contar uma história que nunca conseguimos contar para ninguém.

Podemos colocar para fora aquilo que estava preso dentro de nós.

E, ao escrever, também podemos perceber que aquilo que sentíamos de uma determinada maneira talvez possa ser compreendido de outra.

A escrita não apaga o que vivemos.

Mas pode nos ajudar a organizar aquilo que vivemos.

Ela pode transformar sentimento em palavra, experiência em reflexão e lembrança em aprendizado.

Foi assim que passei a enxergar a escrita: não apenas como uma forma de registrar acontecimentos, mas também como uma forma de expressão e de compreensão de nós mesmos.

E, quando começamos a compreender melhor a nós mesmos, também podemos começar a compreender melhor o comportamento das outras pessoas.


      Compreender a nós mesmos e compreender o outro

Esse processo de estudo não nos leva apenas a olhar para dentro de nós mesmos.

Quando estudamos a mente, a psicanálise e o comportamento humano, também passamos a observar melhor as pessoas ao nosso redor e a tentar compreender os motivos por trás de determinados comportamentos.

Começamos a perceber que nem todo conflito que vivemos significa necessariamente que existe algo errado conosco.

Às vezes, passamos muito tempo tentando descobrir onde erramos, o que fizemos de errado ou por que determinada pessoa nos trata de determinada maneira.

Mas, quando começamos a compreender melhor o comportamento humano, percebemos que algumas atitudes podem estar relacionadas às próprias dificuldades, conflitos, experiências e padrões de comportamento da outra pessoa.

Essa compreensão pode mudar completamente a maneira como interpretamos determinadas situações.

Nem todo conflito precisa ser colocado sobre os nossos ombros.

Nem todo comportamento que alguém dirige a nós é consequência de algo que fizemos.

Nem toda rejeição significa que não temos valor.

Nem toda crítica significa que estamos errados.

Nem todo conflito precisa ser interpretado como uma falha nossa.

Também aprendemos que compreender o comportamento de alguém não significa justificar aquilo que essa pessoa faz.

Podemos compreender sem aceitar.

Podemos ter empatia sem permitir que alguém nos faça mal.

Podemos tentar entender a história de uma pessoa sem carregar a responsabilidade pelas escolhas dela.

E existe ainda outra reflexão importante:

Às vezes, as pessoas que mais nos julgam também são aquelas que mais precisam olhar para si mesmas.

Isso não significa que toda crítica seja injusta ou que toda pessoa que nos critica tenha algum problema.

A crítica também pode ser necessária e nos ajudar a perceber aquilo que precisamos melhorar.

Mas existem julgamentos que dizem mais sobre quem julga do que sobre quem está sendo julgado.

Às vezes, apontamos no outro aquilo que não conseguimos reconhecer em nós mesmos.

Às vezes, condenamos comportamentos que também fazem parte dos nossos próprios conflitos.

Às vezes, exigimos dos outros uma perfeição que não conseguimos alcançar.

Por isso, estudar o comportamento humano também nos ensina a olhar para nós mesmos antes de apontar o dedo para alguém.

Antes de julgarmos o outro, precisamos ter coragem de observar a nós mesmos.


                               Perdoar e deixar ir

Depois de todas essas reflexões sobre memória, comportamento, experiências e julgamentos, cheguei a uma conclusão que considero muito importante.

Nem toda crítica precisa encontrar morada dentro de nós.

A crítica pertence a quem a faz. Podemos ouvi-la, refletir sobre ela e, se houver algo que possamos aprender, aproveitar esse aprendizado.

Mas não precisamos permitir que a opinião do outro determine quem somos ou passe a fazer parte da nossa identidade.

Precisamos aprender a separar aquilo que realmente nos pertence daquilo que pertence ao outro.

Cada pessoa carrega uma história que desconhecemos.

Carrega dores, medos, frustrações, inseguranças, experiências e conflitos internos que muitas vezes não conseguimos enxergar.

Por isso, talvez algumas pessoas nos julguem, nos critiquem ou nos tratem de determinada maneira não porque exista algo de errado conosco, mas porque elas também estão lutando com aquilo que carregam dentro de si.

Isso não significa aceitar desrespeito ou permitir que alguém nos faça mal.

Significa apenas não carregar para dentro de nós aquilo que pertence ao outro.

E, nesse sentido, o perdão pode ser libertador.

Perdoar não significa dizer que o que aconteceu foi certo.

Não significa esquecer.

Não significa permitir que a mesma pessoa volte a nos machucar.

Perdoar pode simplesmente significar deixar de carregar aquela história como um peso.

Podemos reconhecer o que aconteceu, aprender com aquilo, estabelecer nossos limites e seguir em frente.

Algumas pessoas permanecerão em nossa vida.

Outras seguirão caminhos diferentes.

Algumas nos deixarão boas lembranças.

Outras nos deixarão aprendizados.

E talvez esteja tudo bem.

Nem todas as histórias precisam continuar sendo contadas.

Algumas precisam apenas ser compreendidas, aprendidas e deixadas no passado.


                   Quando a dor nos desperta

Às vezes, a nossa maior dor pode também se transformar em um despertar.

Pode nos fazer parar, olhar para dentro e perceber que nos afastamos de quem realmente somos.

Algumas experiências dolorosas nos obrigam a buscar forças que nem sabíamos possuir.

E, nesse processo, podemos reencontrar partes de nós mesmos que estavam esquecidas: nossos valores, nossos sonhos, nossa identidade, nossas origens e a nossa essência.

Talvez algumas dores não tenham vindo para nos destruir, mas para nos despertar.

Não precisamos agradecer pela dor nem romantizar aquilo que nos fez sofrer. Mas podemos escolher transformar aquilo que vivemos em aprendizado e crescimento.

Às vezes, é justamente depois de nos perdermos que encontramos o caminho de volta para nós mesmos.

E voltar para nós mesmos talvez seja uma das formas mais profundas de recomeçar.


                      Deixar o passado no passado

Deixar o passado no passado não significa abandonar a nossa história. Significa abrir espaço para continuar escrevendo a nossa história.

E talvez essa seja a grande reflexão que levo desta leitura:

Lembrar não significa permanecer preso.

Perdoar não significa esquecer.

Deixar ir não significa perder.

Às vezes, deixar ir é justamente permitir que o novo entre.

Essa foi a minha interpretação e uma das principais reflexões que tirei da leitura de uma parte deste 

e-book.

Espero que vocês tenham gostado desta resenha e das minhas reflexões.

Se gostou, curta, compartilhe e deixe seu comentário contando a sua opinião.

Até a próxima, pessoal!


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