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Aniversário, Renascimento e um Novo Ciclo

  Aniversário, Renascimento e um Novo Ciclo                                                                            “Meu aniversário, meu tempo de despertar!” Nasci em 30 de agosto de 1976 e, neste ano de 2026, completo exatamente 50 anos de vida, de muito aprendizado e crescimento espiritual.                                                             Sou virginiana, com ascendente em Peixes. Essa idade marca, para mim, uma fase de redescoberta e renascimento, na qual retorno à minha verdadeira essência, muitas vezes ignorada ao longo da vida. Às vezes penso que esse despertar e essa volta à minha essência poderiam ter acontecido antes — ou tal...

O que as Marcas e as Cicatrizes Nos Contam

 

Todas as nossas marcas contam histórias.

Algumas ficam visíveis na pele, como as cicatrizes e as tatuagens.

Outras permanecem escondidas, guardadas na memória, no coração e na alma.

Cada uma delas representa momentos que vivemos, escolhas que fizemos, fases que atravessamos e experiências que contribuíram para nos transformar em quem somos.

Durante muito tempo, muitas pessoas desejam apagar algumas marcas da própria história.

Talvez porque elas lembrem momentos difíceis, decisões tomadas no passado ou versões de nós mesmos com as quais já não nos identificamos mais.

Mas aprendi que nem sempre devemos rejeitar aquilo que fez parte da nossa caminhada.

Algumas marcas não precisam ser apagadas; precisam ser compreendidas, aceitas e ressignificadas.

Quando passamos por momentos desafiadores na vida, o processo pelo qual atravessamos deixa marcas.

Algumas são externas e visíveis; outras são internas e silenciosas.

Elas ficam registradas na nossa memória como lembranças de tudo o que enfrentamos e superamos.

O mais importante não é negar essas marcas, mas reconhecer que elas fizeram parte de um processo de crescimento.

Um exemplo dessas marcas são as tatuagens.

Muitas vezes, escolhemos tatuar algo em um determinado momento da vida porque aquela imagem ou palavra representa um sentimento, uma conquista, uma fase ou um propósito.

Naquele instante, aquilo faz sentido para nós.

Porém, a vida muda. Nós mudamos. Nossos pensamentos, nossas prioridades e nossa forma de enxergar o mundo também se transformam.

E, algumas vezes, aquela marca que um dia representou algo importante passa a não refletir mais quem somos.

Foi exatamente essa reflexão que me levou a olhar para as minhas próprias tatuagens e questionar o significado que elas tinham na minha história.

Eu tenho algumas tatuagens, e cada uma delas nasceu em uma fase diferente da minha vida.

Minha primeira tatuagem foi feita em 2024.

Escolhi uma pequena borboleta azul no pulso.

Ela representa transformação, leveza e renovação, e, em nenhum momento, senti arrependimento por tê-la feito.

Depois dela, veio a vontade de registrar uma nova fase relacionada ao meu interesse pela Nutrição.

Sempre tive cuidado com a alimentação e sempre me interessei por uma vida mais saudável, buscando equilíbrio entre o corpo e o bem-estar.

Por isso, comecei a estudar Nutrição em um curso semipresencial.

Naquele período, surgiu a vontade de tatuar a palavra "Nutrition", que significa Nutrição em inglês, como símbolo dessa nova etapa.

A escolha do idioma também tinha um significado especial, pois a língua inglesa sempre esteve presente na minha vida.

Durante muitos anos, o inglês fez parte da minha trajetória profissional, já que também atuei como professora dessa língua.

Essa tatuagem representava uma homenagem a uma nova descoberta e também a uma parte importante da minha história.

Entretanto, durante esse caminho, a Psicanálise surgiu de uma forma muito significativa para mim.

O interesse pelo estudo da mente humana e do comportamento despertou uma nova paixão, e decidi mudar minha trajetória acadêmica.

Foi uma das melhores escolhas que fiz.

Estudar a mente, as emoções e os comportamentos humanos me fascina.

A Psicanálise e a literatura, para mim, caminham juntas, pois ambas nos ajudam a compreender histórias, sentimentos e a complexidade do ser humano.

Mesmo tendo mudado de caminho, continuo valorizando a importância da alimentação saudável e do cuidado integral com o ser humano, pois acredito que corpo, mente e espírito estão conectados e nenhum deles deve ser negligenciado.

Para termos uma mente saudável, também precisamos cuidar do corpo que nos sustenta.

Depois de tatuar "Nutrition", senti vontade de homenagear também minha primeira formação: Letras.

Por isso, tatuei a palavra "Letters", abaixo da primeira palavra, no mesmo ombro.

Essas duas tatuagens representavam fases importantes da minha caminhada: a educação, o conhecimento e a busca por novos caminhos.

Antes delas, porém, fiz uma tatuagem muito especial: a palavra "Shalom", em hebraico, na região do colo.


         "Shalom" significa paz.

Naquele momento da minha vida, era exatamente isso que eu mais buscava — e continuo acreditando que todos nós precisamos de paz para viver.

Em 2025, vivi um período de muitos desafios, mudanças e aprendizados.

Foi um ano que me marcou profundamente e que trouxe muitas reflexões sobre quem eu era, quem eu estava me tornando e quais caminhos eu realmente desejava seguir.

Foi nesse mesmo ano que aconteceu algo simples, mas que chamou a minha atenção.

Em um dia comum de trabalho, uma folha seca pousou sobre mim.

Pode parecer algo pequeno, mas naquele momento aquilo despertou uma reflexão.

Senti que havia um significado naquela experiência e fui pesquisar sobre o simbolismo da folha seca.

Descobri que ela representa o encerramento de ciclos, a transitoriedade da vida e a renovação.

Aquilo conversou profundamente com o momento que eu estava vivendo.

A folha seca me lembrou que tudo na vida possui fases: algumas começam, outras terminam, e cada uma delas deixa um aprendizado.

No dia seguinte, procurei um tatuador e decidi registrar aquela imagem na parte interna do meu braço direito.

O tatuador sugeriu um desenho maior, mas eu sempre preferi algo mais delicado e discreto.

Chegamos a um tamanho que representava aquilo que eu desejava, e fiquei satisfeita com o resultado.

Depois dessa tatuagem, surgiu a vontade de fazer outra, mas dessa vez não por um significado simbólico ou por um sinal que eu havia percebido.

Foi uma escolha mais pessoal, um desejo momentâneo.

Comecei a pesquisar imagens delicadas e pequenas e encontrei duas que chamaram minha atenção: uma xícara e um coração com uma flecha.

Levei as imagens ao tatuador, ainda em dúvida sobre qual escolher. No final, acabei fazendo as duas.

Quando terminei, confesso que senti estranheza.

Olhei para o meu corpo e pensei que talvez tivesse colocado informações demais nele.

Naquele momento, cheguei até a dizer ao tatuador que aquelas seriam minhas últimas tatuagens.

E realmente foram.

No começo, precisei de um tempo para me acostumar com elas.

Mas, com o passar do tempo, aprendi a acolhê-las como parte da minha história.

A xícara representa despertar, atenção e foco.

O coração representa o amor.

Cada imagem carrega um significado, mesmo aquelas que surgiram de uma vontade momentânea.

Porque, no final, toda escolha deixa uma marca.

As marcas carregam lembranças, memórias de momentos que não voltam mais, mas que fizeram parte da nossa trajetória.

Em 2026, especialmente no mês de julho, comecei a sentir vontade de remover algumas tatuagens, principalmente as mais expostas: as do ombro, como as palavras "Nutrition" e "Letters", e também o coração.

O motivo era simples: comecei a sentir que meu corpo estava com muitas informações.

Sempre gostei da ideia de que menos pode ser mais e acredito que o equilíbrio é importante em todas as áreas da vida.

Porém, antes de tomar qualquer decisão definitiva, precisei enfrentar o processo de remoção.

Na primeira sessão, tive uma experiência que me fez refletir profundamente.

O procedimento foi doloroso e cansativo.

Meu corpo reagiu com inflamação, desconforto, dores musculares nos ombros, cansaço e outros sinais de que aquele processo estava sendo difícil para mim.

Naquele mesmo dia, percebi algo importante.

Meu corpo estava falando comigo.

E eu precisava ouvi-lo.

Foi então que decidi não continuar a remoção.

Entendi que aquelas marcas já faziam parte de mim, da minha história e da pessoa que me tornei.

Se eu as apagasse completamente, talvez sentisse que estava apagando também uma parte da minha caminhada.

Elas não eram apenas tatuagens.

Elas eram registros de fases da minha vida, das minhas escolhas, dos meus aprendizados e das transformações pelas quais passei.

Aprendi que algumas marcas não precisam desaparecer para que possamos seguir em frente.

Algumas precisam apenas ser aceitas.

Quando conseguimos olhar para nossa história com carinho e respeito, percebemos que cada fase teve sua importância.

As marcas e as cicatrizes nos lembram que sobrevivemos aos momentos difíceis, que crescemos e que nos tornamos mais fortes através das experiências vividas.

Hoje, olhando para toda essa experiência, compreendo que as marcas e as cicatrizes têm muito a nos ensinar.

Elas nos lembram que o passado não precisa ser apagado; ele precisa ser compreendido.

Tudo aquilo que vivemos contribuiu, de alguma forma, para a construção da pessoa que somos hoje.

Querer apagar completamente algumas marcas pode significar, muitas vezes, rejeitar uma parte da nossa própria história.

E a nossa história, com seus acertos, erros, mudanças e recomeços, merece ser acolhida.

Cada fase da vida teve um propósito.

As escolhas que fiz, os caminhos que percorri, as mudanças de planos e até os momentos em que percebi que precisava mudar de direção fizeram parte do meu processo de crescimento.

Hoje, sigo mais consciente e feliz com essa nova versão de mim mesma.

A experiência com as tatuagens me ensinou que devemos pensar com cuidado antes de tomar decisões permanentes. 

Afinal, os sentimentos, os desejos e as fases da vida podem mudar.

Uma tatuagem pode representar algo muito especial em determinado momento, mas é importante refletir se aquele significado continuará fazendo sentido no futuro.

Além disso, é fundamental buscar informações, escolher profissionais capacitados e conhecer os cuidados necessários antes de realizar qualquer procedimento.

Mais do que uma questão estética, uma tatuagem é uma escolha que ficará registrada no corpo e que merece ser feita com consciência.

Mas, acima de tudo, aprendi que as maiores marcas que carregamos não estão apenas na pele.

Elas estão nas experiências que nos transformaram, nas dificuldades que enfrentamos, nas perdas que superamos e nos aprendizados que conquistamos.

As cicatrizes são provas da nossa força e da nossa capacidade de recomeçar.

Elas mostram que passamos por momentos difíceis e conseguimos seguir adiante.

Por isso, devemos olhar para a nossa história com mais amor e menos julgamento.

Cada experiência vivida trouxe algum ensinamento e contribuiu para nossa evolução.

O mais importante é aprendermos a nos amar e aceitar quem somos, porque a nossa história é única. Ninguém pode vivê-la por nós.

As marcas e as cicatrizes contam quem fomos, quem somos e tudo aquilo que ainda estamos nos tornando.

Espero que esta reflexão tenha tocado você de alguma forma.

Se você também possui marcas na pele ou na alma, talvez elas tenham uma história para contar.

"Olhe para a sua história com carinho, porque cada experiência fez parte da transformação que moldou quem você é hoje."

Compartilhe este texto com alguém que precisa dessa mensagem e deixe nos comentários sua opinião sobre esse assunto.

Vou gostar muito de saber como você enxerga as marcas e as cicatrizes da sua própria trajetória.

Até a próxima!

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