O Narcisismo das Pequenas Diferenças e a Urgência do Respeito na Política
Olá a todos os leitores do blog!
Hoje proponho uma reflexão sobre um fenômeno que satura nossas redes sociais, círculos de amizade e núcleos familiares: a extrema intolerância no debate político atual.
Como estudiosos e entusiastas da psique humana, assistimos diariamente a um cenário em que indivíduos usam o espaço público e privado não para debater ideias, mas para menosprezar, hostilizar e tentar aniquilar simbolicamente quem apoia o partido oposto.
Essa agressividade direcionada ao outro pode ser perfeitamente compreendida através do conceito freudiano de "narcisismo das pequenas diferenças".
Sigmund Freud nos ensinou que são justamente as comunidades com territórios vizinhos, ou grupos com inclinações muito parecidas, que mais se engajam em rivalidades e hostilidades constantes.
A intolerância política nas redes funciona como um espelho de nossas próprias frustrações: projetamos no opositor aquilo que rejeitamos em nós mesmos, transformando a divergência partidária em uma ameaça existencial.
Cada sujeito tem o direito inalienável de possuir sua preferência, e isso jamais deveria ser vetor de rupturas afetivas ou confusões generalizadas.
"...Afinal, acho que os políticos e partidos não merecem as nossas divergências e estresse em suas defesas; o nosso foco principal deve ser sempre o pensamento voltado para o bem-estar comum a todos.
Causa-me profunda inquietude ver a celebração do sofrimento alheio travestida de rivalidade política; a desgraça do opositor jamais deveria ser consumida como um triunfo pessoal."
O respeito à alteridade deve vir sempre em primeiro lugar.
Defender um partido, enfatizar os motivos de uma escolha e exaltar os pontos positivos de um candidato é um exercício saudável da liberdade e da própria construção da identidade.
Contudo, cortar laços afetivos históricos e romper amizades por conta dessas narrativas é o ápice da perda da gestão emocional coletiva.
Afinal, acho que os políticos e partidos não merecem as nossas divergências e estresse em suas defesas; o nosso foco principal deve ser sempre o pensamento voltado para o bem-estar comum a todos.
Neste cenário de polarização, minha escolha e posicionamento se inclinam em direção à candidatura de Augusto Cury.
Com sua abordagem teórica ancorada na Teoria da Inteligência Multifocal (focada na psicologia cognitiva e na gestão da emoção), enxergo nele uma postura profundamente humana e integradora.
Seus ensinamentos sobre a desaceleração do pensamento e o autocuidado são fundamentais para que possamos preservar a saúde mental, física e espiritual em tempos de tanto esgotamento social e hostilidade.
É perfeitamente possível transitar entre diferentes saberes para extrair o que há de melhor em prol do bem-estar comum.
Antes de atacarmos o posicionamento alheio, vale a pena nos questionarmos em análise: o que no discurso do outro nos ameaça tanto a ponto de preferirmos o isolamento à convivência com a diferença?
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